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Notícia - Crimes sem punição Crimes sem punição

Quem não teve na vida um lindo cãozinho? Um grande amigo que todos os dias nos recebia com alegria, latidos sorridentes e efusivos abanar da cauda? Pois é, quantos de nós tivemos o grande privilégio da companhia desses maravilhosos e solidários amigos a demonstrar afeto, amor e muita solidariedade. Infelizmente eles também envelhecem, ficam doentes, fracos, quase cegos e passam a caminhar com dificuldade. Interessante notar que os sintomas do envelhecer são idênticos aos dos humanos, orgulhosamente citados como seres racionais.

Porém, muitos que se deixam intitular de humanos não agem como tal. Quando o cão amigo envelhece, necessitando de carinho e cuidados especiais, muitos humanóides decidem pela triste covarde e vergonhosa atitude de abandonar o amigo num canto qualquer. Isso mesmo um descarte pervertido, desprovido de qualquer sentimento. Simplesmente pega o cão envelhecido nos braços e simula que vai levá-lo para um lindo passeio. Sim, um passeio para o abandono, uma saída lastimável para a crueldade, enfim o covarde descarte.

E após muito passear, a porta do carro se abre o cão é abandonado na primeira estrada deserta encontrada e prostrado, o amigo de tantos anos, vê o carro partir. O cão percebe, apesar de dizerem ser irracional, que foi abandonado. Largado pelo dono a quem esperou tanto a chegada para lamber suas mãos, pular em seu colo, latir feliz por poder revê-lo. O dono que tanto idolatrava, amava e obedecia.

O cão por certo morrerá pela fome e pela sede, porém, antes perecerá pela tristeza do abandono, pela ingratidão e pela falta de compaixão.

Todavia, o que se pode esperar dos seres que se dizem racionais? São eles, que descartam os filhos diariamente nas portas das instituições. São eles que jogam os bebês nas caçambas de lixo, nos terrenos baldios, nos rios. Enfim, são eles os únicos animais que matam os próprios filhotes. E também são eles que descartam os pais quando idosos e doentes nos asilos, hoje modernamente denominados de casas de repouso.

Como poderíamos acreditar que pudessem tratar os animais com deferência, solidariedade e amor?

Valderez de Mello - Advogada, escritora, pedagoga e psicopedagoga. Autora do livro “Lágrimas Brasileiras”
 
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