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Notícia - O bicho homem O bicho homem

Ouve-se repetidamente a opereta sobre “direito humanos” a ecoar através de rádios, jornais, livros e estatutos diversos. Porém, ao campear o desfrute de tantas benesses, o homem tanto se distraiu a ponto de perder o fiel da balança, o controle do equilíbrio que leva à autossuficiência, fonte de onde abrolha o bom senso, antídoto que traz para a vida o cumprimento personalíssimo dos deveres e obrigações. Compromissos com a ética e a moral, com a família, com a educação dos filhos, com os ascendentes, sobretudo com o reverenciar a probidade.

Apregoando a racionalidade e inteligência que o prioriza o bicho homem esqueceu-se da excelência para a própria sobrevivência, pois, se realmente soubesse fazer uso da razão, não descumpriria a sagrada obrigação de respeitar o filho que deixou abandonado, sagraria o direito de viver do ser indefeso ainda no ventre materno, veneraria a natureza, raça, cor e credo de seus semelhantes e, acima de tudo, trataria com igualdade os diferentes. Quando se torna imperativo o uso do poder coercitivo para o cumprimento da obrigação de fazer o que deveria ser inerente, espontâneo e revestido de amor, significa que a humanidade perdeu a racionalidade e encontra-se em gravíssimo estado de degradação.

O fato é que o maior direito dos humanos resta esquecido entre as dobras do tempo: o autorrespeito, o zelo pela essência da alma, a paz interior, o respeito pela vontade de ser, a valorização da educação continuada desde o nascimento. Carece ao ser humano deixar de procurar culpados para seus fracassos e retomar o rumo que conduz ao cumprimento das obrigações. O adulto condicionado a procurar quem assuma suas responsabilidades e ostente suas culpas, demonstra incapacidade, omissão e irracionalidade.

Urge alfabetizar a alma do homem para que aprenda com os animais a luta pela sobrevivência: o lidar com as intempéries, a arte de construir ninhos, o amor dedicado aos filhotes, pois apesar de intitulados de irracionais, sem ferramentas, sem dinheiro, sem armas, arcam com suas obrigações sem exigir que outros o façam. Eis a grande lição de vida.

Porém, ostentando o véu da cegueira dos incautos, o homem jaz debruçado sobre frágeis doutrinas, asilo de encanecidas ilusões, a campear seus direitos. E, deveras ocupado em carregar a soberba, subestima o poder da mãe natureza que, forte e sagaz, vive a provar a impotência dos racionais. Para abolir o azinhavre da arrogância, nada melhor que um brocardo simiesco: “I am not a complete idiot, some parts are missing”.

Valderez de Mello
Advogada, pedagoga, psicopedagoga.
Autora do livro: A velha adormecida (em edição)
 
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