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Para falarmos sobre primeiros socorros para cães e gatos antes temos que diferenciar o que é uma urgência de uma emergência.

Emergência – é quando há uma situação crítica ou algo iminente, com ocorrência de perigo; é a circunstância que exige uma cirurgia ou intervenção médico veterinária de imediato.

Urgência – é quando há uma situação que não pode ser adiada, que deve ser resolvida rapidamente, pois se houver demora, corre-se o risco até mesmo de morte. Ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento médico veterinário e muitas vezes de cirurgia, contudo, possuem um caráter menos imediatista. Esta palavra vem do verbo “urgir” que tem sentido de “não aceita demora”.

Exemplos de Emergências e Urgências

Emergências
Urgências
Hemorragias (sangramentos)
Vômitos e/ou diarréia intensos
Parada cardíaca e/ou respiratória
Fraturas
Atropelamento
Convulsões
Envenenamento ou Intoxicação
Ausência de urina por 24 horas
Choque elétrico
Secreção vaginal
Afogamento
Inalação de fumaça


Em caso de Emergência veterinária, encaminhar o animal imediatamente a clinica veterinária mais próxima e nos casos de urgência acionar o médico veterinário de confiança agendando uma consulta para o mesmo dia.

Devemos então avaliar se o animal não se encontra em choque (quando falta sangue e oxigênio para órgãos vitais e pode ser fatal). Os principais sinais de choque são: temperatura baixa (principalmente em extremidades – patas e orelhas), batimentos cardíacos e respiração acelerados, gengivas muito pálidas, pode haver perda de consciência (animal não responde quando o proprietário o chama ou o toca).

Se o animal estiver em choque, mantenha o animal deitado de lado, com a cabeça e pescoço mais baixos do que o corpo, envolto em um cobertor (se possível colocar uma bolsa ou garrafa de água morna junto ao animal), coloque a língua do animal para fora da boca (para facilitar a respiração) e o encaminhe imediatamente a um médico veterinário.

1. Hemorragias (sangramentos):

Hemorragia é toda a perda de sangue que o organismo possa sofrer, seja ela rápida ou de forma lenta e gradativa. A perda sanguínea muito rápida pode ser fatal, uma vez que uma perda de grande volume de sangue em pouco tempo irá provocar uma parada cardíaca, pois o coração não terá líquido suficiente dentro dos grandes vasos sanguíneos para bombear.

1.1 Hemorragia interna:

Esse tipo de hemorragia é difícil de detectar, por não se poder visualizar. Após uma queda ou um acidente, o animal pode perder sangue por rompimento de um órgão ou um vaso interno.

Se o animal estiver com uma hemorragia interna, ele perderá temperatura rapidamente e suas mucosas (gengivas e conjuntivas) ficarão muito pálidas. O animal pode perder a consciência e entrar em choque. Como não temos como diagnosticar a hemorragia interna, em casos de acidentes ou quedas, se houver perda de temperatura, palidez e perda de consciência, tratar o animal como no caso de choque e encaminhá-lo ao veterinário imediatamente.

1.2 Hemorragias externas:

• Cortes superficiais: atingem só a pele. Os pequenos vasos que irrigam a pele são rompidos e a perda de sangue é considerável, mas raramente fatal.

Aplique um pano limpo sobre o corte e pressione por alguns minutos. Mantenha a pressão até o sangramento parar. O tempo para que isso ocorra é variável e está relacionado com a região do corte e a extensão da lesão. Orelhas e patas sangram bastante.

Encaminhe o animal para o veterinário para a desinfecção e sutura do corte. Se isso não for possível imediatamente, após o sangramento diminuir, limpe o local com água e sabão neutro. Curativos são difíceis de se manter, pois o animal costuma retirá-los imediatamente. Desinfete e mantenha o local protegido por uma gaze ou pano para impedir o acesso de moscas na lesão (podem causar miíase ou bicheira).

• Vasos sanguíneos: se um vaso sanguíneo for atingido (veia ou artéria), o sangramento pode ser grave e deve ser estancado imediatamente. Os vasos que podem ser atingidos mais facilmente localizam-se nas patas, cauda, orelhas e pescoço.

A mesma técnica (acima) deve ser empregada. No caso de vasos maiores, o sangue não irá parar facilmente. Mantenha a pressão sobre a região até chegar ao veterinário.

• Cortes profundos: É comum ocorrerem e são causados por brigas entre cães, cacos de vidro, cercas de arame farpado e outros. A pele é irrigada por pequenos vasos sanguíneos e as lesões causam sangramento considerável. Não se apavore com o sangue, ele pode ser controlado facilmente.

Primeiramente, estanque o sangramento. Orelhas e patas costumam sangrar bastante e por longo tempo. Certifique-se que nenhum vaso foi atingido (caso tenham sido, haverá muito sangue e você não conseguirá estancar). Após controlar a saída de sangue, limpe bem o ferimento aplicando água com sabão neutro nas bordas e dentro da ferida. Você pode colocar um curativo leve até chegar ao veterinário.

As moscas podem depositar ovos nos ferimentos abertos e suas larvas podem se desenvolver dentro do corte (miíase ou bicheira). Se você estiver no campo (sítio ou fazenda) ou perceber as moscas pousando no ferimento, use um repelente para moscas (Bactrovet® prata, Top Line®, Aerocid®) ao redor da ferida até 2 vezes ao dia antes e após a sutura da lesão.

2. Parada cardíaca e/ou respiratória.

Podem ocorrer isoladas ou conjuntamente, em casos de animais que receberam forte choque ao morder fio elétrico, atropelamentos, quedas ou traumatismos graves, animais cardíacos, afogamentos, entre outros.

Ao colocar a mão sobre o lado esquerdo do peito do animal, não há sinais de batimentos cardíacos e/ou observar o tórax do animal, se não há movimentos respiratórios. Encaminhe o animal imediatamente ao médico veterinário mais próximo.

3. Envenenamento ou Intoxicação.

Não é raro um animal, cão ou gato, ingerir um produto que possa causar-lhe intoxicação. A maioria dos princípios tóxicos causa vômitos, diarréia, dilatação ou contração das pupilas, apatia e, em casos mais graves, convulsões. A intoxicação pode ocorrer também se o tóxico for absorvido pela pele.

É importante socorrer o animal imediatamente. Uma medida eficaz nas intoxicações é impedir que o tóxico seja absorvido pelo organismo. Para isso, faz-se uso de substâncias como o carvão ativado, misturado à água do animal. Ele se “ligará” ao veneno, impedindo que o mesmo seja absorvido. Mas essa medida só tem efeito se realizada logo após a ingestão do tóxico.

Sempre que possível, levar a embalagem do produto que, suspeita-se, tenha intoxicado o animal. O veterinário, conhecendo o princípio tóxico, poderá instituir um tratamento adequado.

Nunca tente tratar um animal intoxicado por conta própria ou demore para levá-lo ao veterinário.


4. Choque elétrico.

Não são raros os cães ou gatos que costumam roer fios elétricos, principalmente os filhotes. Esta é a maneira mais comum do animal ser atingido por uma descarga elétrica. Dependendo da intensidade da corrente e do tempo em que o animal permaneceu ligado a ela, as injúrias podem ser desde um simples susto até uma queimadura grave ou um comprometimento mais sério com parada cardio-respiratória.

Se o animal levou o choque, mas não permaneceu conectado ao fio, você deve verificar se a boca ou a língua do animal apresentam sinais de queimadura. A região pode estar escurecida ou acinzentada. O animal relutará em comer por alguns dias. Ofereça alimentos líquidos e frios como caldo de carne. Se a região externa da boca for atingida, uma pomada antibiótica e cicatrizante poderá ser usada.

Se o animal levou o choque e permanece conectado ao fio elétrico, NÃO TOQUE NELE. Em primeiro lugar, desconecte a tomada ou desative a rede elétrica. Observe se o animal está consciente ou não. Leve-o imediatamente ao veterinário.

Texto fornecido pela Médica Veterinária Dra. Fernanda Moda Piva - CRMVSP 24873
 
     
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